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O Sindicato dos Bancários de Brasília encaminhou à ministra de Gestão e da Inovação em Serviços Públicos Esther Dweck, no dia 6 de janeiro, solicitação de informações sobre a política e práticas de Gestão de Pessoas em implantação pela direção do Banco do Brasil.
O documento, assinado pelo presidente Eduardo Araújo, destaca o papel histórico do sindicato na defesa do BB, diante de sua importância como “instituição pública fundamental para o fomento do desenvolvimento econômico e social do País” e dos interesses da categoria bancária.
Araújo detalha uma série de ações em curso, praticadas pela direção do Banco do Brasil, que desrespeitam os termos previstos na Resolução nº 52, de 17 de abril de 2024, aprovada pela Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR).
A Resolução CGPAR 52/2024 estabelece as diretrizes e parâmetros para as empresas estatais federais quanto à política de gestão de pessoas e à celebração de acordos coletivos de trabalho.
O documento do Sindicato destaca que a resolução “determina que a política de gestão de pessoas e os acordos coletivos de trabalho celebrados pelas empresas estatais federais devem também se orientar pelas premissas de valorização da força de trabalho; alinhamento à consecução de objetivos de políticas públicas e preservação do interesse público; e defesa dos interesses da União”.
Mostra, ainda, que as iniciativas da direção do Banco, nos últimos meses, no que denominaram Movimento de Aceleração Digital (MAD) e dos Movimentos Estruturantes, tem tentado realizar uma reclassificação “artificial dos cargos de Assessor de Unidades Estratégicas – UE e UE TI – bem como das modalidades Assessor I, II e III, mediante a ampliação de suas jornadas de trabalho de seis para oito horas diárias, sem que houvesse qualquer modificação real de atribuições, ampliação de responsabilidades, poder de mando, gestão de pessoas ou exercício de funções que caracterizassem fidúcia especial”.
A solicitação de informações destaca o entendimento de que a “implantação dessa Política de Gestão de Pessoas pela Administração do BB é um flagrante desrespeito às diretrizes e aos termos da Resolução CGPAR 52/2024, e deverá acarretar prejuízos financeiros e de imagem para a instituição Banco do Brasil e para o acionista União”.
O documento encaminhado é a continuidade das mobilizações que a entidade sindical da categoria realizou ao longo de meses nas agências do BB, mostrando aos bancários e bancárias a histórica luta pela jornada diária de seis horas, assim como o papel do sindicato na defesa do papel do Banco do Brasil para o desenvolvimento nacional.
Leia o documento na íntegra: