As festas de fim de ano, tradicionalmente associadas a celebrações, também podem trazer um lado silencioso: o aumento de ansiedade, estresse e frustrações pessoais. Entre compras, metas não alcançadas, expectativas familiares e incertezas financeiras, muitas pessoas chegam a dezembro emocionalmente sobrecarregadas.
Segundo a psiquiatra Daniele Oliveira, o período funciona como um “espelho emocional”, aumentando a comparação com outras pessoas e intensificando cobranças internas. “Quando o balanço do ano vem acompanhado de culpa ou sensação de inadequação, o sofrimento tende a aumentar”, afirma.
A especialista aponta que sentimentos como tristeza, irritabilidade e sensação de fracasso podem surgir ou se intensificar nessa época. O momento costuma trazer reflexões sobre carreira, relacionamentos e projetos pessoais, e, para quem não atingiu o que desejava, o peso emocional pode ser maior.
“Muitas pessoas sentem culpa por não conseguir comprar presentes, ir às confraternizações ou corresponder às expectativas familiares. Há ainda os que associam o período a perdas, como separação ou a falta de algum familiar. Isso pode gerar ansiedade, tristeza, irritabilidade e sensação de fracasso”, destaca.
Por isso, a psiquiatra alerta que o cuidado com a saúde mental não deve ser adiado para depois das festas ou para o próximo ano, segundo a especialista. “Procurar ajuda profissional é um passo importante para atravessar esse período com mais equilíbrio e menos sofrimento”, orienta.