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Saúde

Quando a ciência fala mais alto que o grito

  • Caroline Romeiro
  • 29/08/2025
  • 07:00

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Foto: Freepik

Caroline Romeiro (*) e Raiane Oliveira de Araújo (**)

Neste domingo (31), celebra-se o Dia do Nutricionista. A profissão nasceu no Brasil, oficialmente, em 1949, e desde então carrega consigo a missão de transformar e aperfeiçoar a saúde pública brasileira.

Do combate à desnutrição à defesa da alimentação adequada, saudável e sustentável, a Nutrição sempre esteve ligada a compromisso com o bem-estar social, a ciência e o cuidado humano. É justamente por isso que precisamos refletir sobre o momento atual.

Nesses tempos de redes sociais, não é raro ver discursos inflamados, barulhentos e até agressivos tentando se passar por “motivação” ou “ciência”. Não faltam nas redes sociais vídeos que viralizam com ataques a pessoas com excesso de peso e postagens com falas cheias de julgamento moral e pouco – ou nenhum – embasamento científico. 

Mas é importante dizer com clareza: isso não é promoção de saúde. É espetáculo em cima da dor alheia. A obesidade é uma condição complexa, multifatorial, que envolve genética, ambiente, fatores sociais, emocionais e culturais. 

Reduzir tudo isso a frases de efeito, a “força de vontade” ou a gritos ofensivos é desrespeitar não apenas quem vive essa condição, mas a própria ciência.

O nutricionista tem um papel muito diferente: acolher, escutar, orientar com base em evidências, respeitar a dignidade de cada pessoa e combater o estigma que adoece. É isso que a profissão representa, e é isso que celebramos no Dia do Nutricionista. 

Porque saúde não se constrói com ódio ou com humilhação. Se constrói com ciência, empatia e responsabilidade social. 

(*) Mestre em Nutrição Humana, coordenadora Técnica de Nutrição do Conselho Federal de Nutrição e professora do Curso de Nutrição da Universidade Católica de Brasília

(**) Estudante do 8º semestre de Nutrição da Universidade Católica de Brasília

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Caroline Romeiro

(*) Ex-presidente do CRN 1ª Região, Mestre em Nutrição Humana e doutoranda em Ciências da Saúde

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