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Sem categoria

Democracia e alternância do poder

  • Redação
  • 11/05/2014
  • 21:33

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         João Batista Pontes

Este ano vamos participar de uma importante eleição. Será a oportunidade de avaliarmos o quanto a consciência política do nosso povo se elevou, desde as manifestações no ano passado, quando uma grande parcela da nossa sociedade sinalizou que foi ultrapassado o limite aceitável de corrupção, de falta de ética e de compromisso dos políticos e governantes com os interesses da população.

Algumas pessoas, indignadas com a degradação moral da classe política. estão a incentivar o voto nulo, um protesto ingênuo que não resolve nada. Isto porque, em ambos os sistemas eleitorais – majoritário (eleição para presidente, governador e senador) e proporcional (vereador e deputados estaduais, federais e distritais) -, os votos brancos e nulos são desprezados, sem exercer nenhuma influência.

Um dos fundamentos da democracia representativa é a alternância do poder. A cada eleição temos a chance de substituir os representantes que não estejam exercendo corretamente os cargos para os quais foram eleitos.

Não obstante, abemos que todo político objetiva perpetuar-se no poder. E eles apostam na falta de consciência da maioria do eleitorado. Por isso, procuram, entre outros meios escusos, formar fundos com recursos subtraídos do erário, com vistas a aumentar a capacidade de comprar aliados e votos.

Por isto, todos que têm um mínimo de consciência política e interesse no avanço da democracia, têm o dever de combater todas as formas e artifícios usados para a captação ilícita de sufrágio, especialmente o escabroso mercado de compra/venda de votos. Isto porque, enquanto predominar o poder econômico – notadamente a indigna e vergonhosa compra/venda de votos -, nós perdemos essa vantagem que a democracia nos possibilita: a substituição dos representantes que, na nossa avaliação, não estejam exercendo adequadamente os seus cargos.

Por isto, temos que aproveitar a próxima eleição para promover uma ampla renovação do atual quadro político. E por que não pensarmos, até mesmo, em substituir todos os atuais representantes? Esta sim seria uma atitude de grande eficácia, com força para provocar uma mudança no comportamento dos nossos políticos.

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