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Amor no superlativo

  • Redação
  • 27/05/2021
  • 18:20

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Escritora Anna Ribeiro Foto: Divulgação

Sangro pouco, não. Eu sangro muito, mas é sempre muito pouco. Acho que, no fundo, meu fundo é raso e quase tudo me atinge, me impacta, me desmonta. O que houve, o que ouve… Febre, ferve, tudo ao mesmo tempo. Tudo me impacta e sangra.

Amor e desamor, barulho e silêncio, doce e sal. Tudo, absolutamente potencializado dentro de mim. Sou solar e sou notívaga. Sou duo, una. Na verdade, uma romântica que nasceu no tempo errado. Acho que sou de um outro tempo, de uma outra galáxia.

Sofro de amor, sofro por amar demais, sofro com o desamor. E sangro. E sinto. E me derramo de amor, me derreto feito chocolate quente. É isso: quente! Tenho febre. Meu corpo queima. Minha sede é tamanha…

Que venha esse homem intergaláctico. Que me ame na relva. Que me leve pra Nova Iorque. Que convide para um passeio no Ibirapuera. Que me traga flores, ainda que roubadas, e que me ame num cantinho frio qualquer. Mas que me acolha, me escolha, me faça sua eleita. Que me acalme, me ascenda e mate a sede de um amor com sabor de fruta madura, que escorre pelo canto da boca. Vermelha. 

Eu e a maçã. Ela esperando a mordida, eu… bem, eu também. Mas que seja leve, mas que não seja breve. Que dure o tempo necessário para que eu tenha uma história para contar sobre o sabor de amar demais. Que esse encontro me permita criar receitas, criar sabores. Mesa posta!

É isso! Amor é superlativo. E eu inventei o superlativo, meu bem! Dramáticas todas somos. Mas sou quase um pleonasmo. Impossível controlar, de novo, aquele sonho de menina, de princesa, com desejo de mulher, de fêmea. De quem não vai aceitar esmolas de amor, de quem quer tudo e mais um pouco, mais um pouco de mim, mais um pouco de você. Como fruta madura, úmida de amor, à espera da mordida.

Ahhh… eu que sinto tanto, que quero tanto e que não sinto nada. Como na música, “Socorro, não estou sentindo nada”. Socorro, não estou ouvindo nada! Socorro, devo estar sofrendo uma mutação. Será que estou me tornando um homem? Ops! Desculpe, mas foi impossível não satirizar. É isso ou garantir o ingresso para a primeira viagem ao espaço!

O que foi? Está achando tudo confuso? Começamos de uma maneira e de repente mudança de planos. Não quero ir para a praia. Quero ir para a serra. Bem-vindos senhores, este é o planeta das mulheres balzaquianas. Não aceitamos rótulos, podemos ser princesas, mas podemos ser it girls. Podemos ser executivas, donas de casa, mas sobretudo donas das nossas vidas, das nossas escolhas. 

E por favor, respeitem! Às vezes vamos escolher cair, pisar em falso, saltar sem paraquedas. E viva a anarquia e a liberdade! E por gentileza, por delicadeza, não me peça para calar. Não me impeça de chorar, de sentir, de sangrar.

Mulher é bicho esquisito. A gente se alimenta de experiências e, em caso de emergência, tenho duas ou três amigas para quem você deve ligar, e até que alguma delas chegue me compre um chocolate. 

(*) Escritora Anna Ribeiro

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